Filme “Tão forte, tão perto” – Conexão entre pai e filho

Um grande filme que retrata o processo de superação do personagem principal, em que através de suas ações acaba por vencer seus medos, perdas e frustrações, conhecer outras realidades, perceber suas potencialidades, apesar de viver com indicações de que possui síndrome de Asperger. Pelo olhar sistêmico pode-se observar o processo de tomar o pai e a mãe, agregando a si a força e valores que vem deles.

O pai do garoto, percebendo suas limitações em relação a sua interação social, sua ansiedade, sua dificuldade de lidar com conflitos e críticas, conseguiu de uma forma lúdica, explorar as várias potencialidades do filho, dando possibilidades a ele de realizar tarefas através de desafios e enigmas e, assim conquistou também a segurança dele.

Ocorre a perda do pai menino. A conexão com sua mãe é de amor, porém, a princípio não há confiança. Sendo assim, conhece seu avo paterno e através do tempo percebe semelhanças do pai e avô e assim este se torna uma figura masculina importante para o garoto, onde os dois partilham
experiências, histórias, aventuras e o desafio de achar a fechadura para a chave que encontrou dentro do vaso no armário do pai. A chave serve nesse processo como meio da retomada de comunicação com o pai, fazendo com que o menino tenha objetivos e ações para conquistar o desejado. E nesse caminho percebe e vivência muito do que essas outras pessoas estão passando também.

Porém descobre depois de tanto esforço, que a chave não pertencia ao pai, mas sim ao pai de um homem, que também já não estava vivo. E assim começa o processo de elaboração de seu luto, onde a partir dali, percebe que tinha que seguir só e não poderia contar com o pai.

Nesse momento é que reconecta-se com a mãe, a qual mostra que sabia como ele pensava e estava atenta a todos os seus passos e assim entendia que tudo o que ela realizava tinha um significado, mesmo que de longe. Assim percebe que pode confiar na mãe para seus desafios e partilha com ela o que percebeu com a interação com os outros; que todas essas outras pessoas também tinham perdido alguém e sofriam, não era algo
só dele, mas de muitas pessoas.

E quando no parque ele encontra a resposta do ultimo enigma que partilhou com seu pai, e realmente se deu conta de sua perda, descobriu o quanto foi importante passar por aquelas experiências que o fizeram descobrir seu próprio caminho, o que ele era e o que podia ser a partir daquela realidade e assim sentou-se no balanço e se lançou para a vida tomando a força de seus pais para seguir adiante.

Experimente…
HACHIDORI

Um olhar para você!

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